Mãe Terra

Nossa Herança Perdida, Nosso direito inalienável.



Uma minúscula jóia cintilante
na vastidão do vácuo,
Fino manto de azul reluzente,
útero da humanidade,
Nossa terra frutífera, que pela nossa labuta
nutre as nossas necessidades da vida,
Um repouso seguro, um livro vivo
do conhecimento para as nossas mentes.

Esta Terra nos foi dada a todos ou só à minoria favorecida?
Por que não podemos todos compartilhá-la com eqüidade verdadeira?
Avareza pôs o infortúnio em cada homem, um por um,
A cobiça esgueirou-se para controlar e desapossar cada filho.

Assim, perdemos nossos direito inato na Terra-Mãe, a nossa porção,
Para os barões do dinheiro e da terra, que ardilosamente a tomaram
E, circundando-a, levantaram uma parede, um abismo que não podemos cruzar,
Sob os grilhões da escravidão, fomos obrigados a servir a um chefe.

Mas cada um tem o seu secreto sonho de prosperar por si mesmo,
Sem ninguém para taxar ou hipotecar ou confiscar-lhe o repouso,
E então, sentar-se sob a sua própria figueira, sem ninguém a lhe amedrontar,
E decidir e gerir o que faz, liberto de seus débitos.

Agora os nossos olhos de inveja perscrutam o patrimônio que perdemos,
O tempo virá e quando levantarmos eles pagarão o custo.
Eis, porém, aqui um enigma que a história não mostra:
Pode a sabedoria humana corrigir o erro e apontar o caminho de seguir?

© abril 1997 Robert John Morton.
Traduzido por Dayse do Nascimento Silva 2004.        [PNG]